Blog do/a lus/z

And the answer to Life, the Universe and Everything Else is…

Archive for the ‘Sociedade’ Category

Ainda sobre o Second Life…

Posted by Andrei Luswarghi em 7 janeiro, 2008

Pode parecer incrível para nós, geeks interessados que lemos a respeito de tudo que tem a ver com internet, mas, sim, o Second Life ainda dá caldo até em jornais.

Saiu uma entrevista no Estadão sobre o Second Life, com o criador do projeto.

Bom, à parte divertida da reportagem, Philip afirma que “avatares serão tão comuns quanto telefones”.

Pronto. A afirmação é prato cheio para qualquer geek meter o pau. Divirtam-se, eu fiz minha parte… Não, não fiz não, também quero meter o pau.

O Second Life foi algo que fracassou em todo lugar exceto os EUA, o Canadá (perdão por citar duas vezes o mesmo lugar, mas o Canadá é quase um estado semi-independente) e a Europa (e olhe lá, europeus geralmente são inteligentes demais pra brincar com bonecas no computador). Simplesmente não rola, é devagar demais, chato demais. É brincar de boneca. É gastar dinheiro demais por algo que cansa muito rápido. É razoavelmente limitado. É só para quem não tem uma first life, mesmo (olha quem fala).

Agora, junte isso ao fato de que, hoje em dia, até na rocinha tem pelo menos um celular/casa (chutado, mas alguém arrisca dizer que não?). Alguém acha que a previsão do cara se concretiza?

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OK, isso foi passar dos limites

Posted by Andrei Luswarghi em 5 janeiro, 2008

A internet ser feita de nichos, tudo bem. Tudo é feito de nichos: as escolas têm nichos, o trabalho tem nichos, a vizinhança tem nichos…

Mas chega a hora em que os produtos específicos para os nichos começam a passar dos limites. Cópias do YouTube são a demonstração perfeita disso.

O PornoTube já é sacanagem (duplo sentido), mas tudo bem, a internet é 99% pornografia e 1% conteúdo (Cardoso me crucificaria nessa). O ShoeTube é uma aberração espaço-temporal saída dos confins das dimensões elevadas, provavelmente vítima de algum jogo de ultracríquete. Agora, isso é só a ponta do iceberg.

Procurando por Tube no Google, dá pra ter uma noção da situação. Na primeira página já vêm o FunkTube (deve ser parceiro do pagodãoTube), o GodTube, além, claro, de mais XXXTubes e do YouTube. Na segunda, o IslamicTube. Na terceira, o FreeTube (você escolhe o canal que quer assistir. Desse eu até que gostei, tem canais diferentes – e não tem os comuns, claro, esses caras não têm contratos assim – só que o bandwith deles é patético) e o FootyTube (sobre futebol. Americano, claro). Na quarta já não tem nada, menos mal. Lógico que procurando um pouco você vai ver o animetube (um blogzinho com animes), o TubeBrasil (cujos vídeos em destaque são “Dançando funk”, “Rebeldes”, “Gugu”, “Domingo Legal”… Já deu pra sacar)… CHEGA. Links demais, ‘tô ficando tonto e cansado de botar links para coisas nonsense e absurdas. Ou nem tão absurdas. Mas definitivamente são algo que prova que web 2.0 às vezes é medonha. Agora, com licença, vou me retirar para ver o bom e velho YouTube. Sublinhem o ‘bom’.

 

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E os reflexos do Tropa de Elite…

Posted by Andrei Luswarghi em 3 janeiro, 2008

Que Tropa de Elite teve 6,022 x 10²³ tipos diferentes de reflexos não é novidade para ninguém que tenha vivido no Brasil nos últimos… quatro, cinco meses? O problema é que alguns deles ainda duram até hoje, sem muita expectativa de desaparecer.

Eu ainda assisto o filme quando dá vontade – sim, eu tenho no PC, alguém vai me prender por isso? – e ainda me divirto com algumas coisas. O estranho é ver algumas outras coisas, mais sutis do que um cara gritando pro outro “VAI PRO SACO!” no meio da rua, como as tentativas da mídia tradicional e semi-tradicional (jornais on-line são semi-tradicionais, pra mim): vira e mexe, dá pra encontrar alguns destaques especiais para algumas coisas como o BOPE: ninguém mais é “investigador da Polícia Militar”, “Perito em armas da Polícia”. Agora são todos “do BOPE”. Não que as pessoas tenham mudado, elas continuam as mesmas pelo que eu pesquisei, mas agora destacam o fato de serem do BOPE, ao invés de largarem no resto.

Outra coisa são as invenções relacionadas. Outro dia vi no Estadão uma notícia de um concurso de rollimans da Poli-USP. Não vou procurar a matéria, a preguiça fala mais alto… Mas o interessante é que a matéria não era sequer focada na competição (dos quatro ou cinco parágrafos, meio era dedicado a ela, meio à Poli e aos alunos, um ao vencedor e às novidades), mas no carrinho de um cara, que era “fantasiado” de caveirão do BOPE. Mais da metade do artigo sobre isso, com duas fotos, detalhes…

Do capitão Nascimento, nem se fala. Cada dia aparece uma coisa nova sobre ele. O Fábio outro dia estava no nerdcast (OK, há mais de mês, mas estava). O Matias ganhou destaque em uma porrada de revistas e suplementos de jornal relacionados a pseudo-música, por estar lançando um disco (ele é rapper. Pena, parecia um cara tão bom). Dentre outras várias cositas más.

E sabem qual é o pior?

Quase ninguém aproveitou o sucesso do modo capitali$ta e norte-americano, ganhando dinheiro de verdade, como disse o Cardoso (foi mal, Cardoso, mas não achei o post, preguiça morroidística de procurar).

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Quando as coisas fogem da convenção…

Posted by Andrei Luswarghi em 1 janeiro, 2008

Uma das coisas estranhas da internet é que, muitas vezes, alguma coisa foge do que é costume. Vira e mexe eu encontro uma grafia estranha, um nome diferente, um método de escrever completamente maluco, mas correto.

Hoje, por exemplo, eu estava lendo um artigo do Estadão e encontrei “Mao Zedong”. Isso é coisa de estagiário que acabou de sair da faculdade de jornalismo, não? Em lugar nenhum você encontra, em português, essa grafia. É… estranho.

O problema é que isso é bastante comum. Não é difícil encontrar esse tipo de coisa, ficar assustado, olhar, re-olhar e resolver procurar em um dicionário, na wikipedia, na enciclopédia, o que for. É fácil, é comum, o que torna tudo mais estranho ainda: porque raios é comum ver algo completamente fora da convenção?

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Manias chatas de fim de ano

Posted by Andrei Luswarghi em 28 dezembro, 2007

.Pessoas têm costumes estranhos pra cada época do ano, isso é fato. Mas o fim de ano, por estar todo mundo de férias e por ter dois feriados de uma vez, é algo incrível.

A primeira mania é a de todos ficarem repentinamente bonzinhos: todos mandam cartões (ou scraps coletivos no Orkut), todos se abraçam como se o Godzilla estivesse a três metros de distância, todos dizem “como foi bom falar com você! Obrigado pelo ano!”. Nada contra isso, mas, às vezes, chega a pontos ridículos: cartões demais, bondade que você sabe que vai passar depois do dia dois.

A segunda é a de todos resolverem, repentinamente, que “o ano estar acabando é como o mundo estar acabando”. Tudo é feito de algum jeito diferente porque “afinal de contas, é a última vez no ano que eu faço isso”. Como se o primeiro dia do ano que vem não fosse uma terça-feira qualquer, talvez mais maçante por ser um feriado. E o segundo dia fosse uma quarta-feira de trabalho.

Minha conclusão? Feriados prolongados deixam as pessoas um tanto loucas. Bom, mais loucas.

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O BBB chegou até mim

Posted by Andrei Luswarghi em 16 setembro, 2007

Não, não. Meu pai não vai fazer BBB, nem minha mãe, nem minha tia ou meu cachorro. Nem eu, esperem deitados em uma câmara de criogenia para verem isso. Mas é por aí.

Acontece que hoje me vem uma prima minha dizendo “Ei, me ajuda, uma prima minha resolveu se escrever [n.a.:sim, era inscrever] pro BBB, vota nela!”. Eu puts… Já vi, quem foi o imbecil que fez esse vírus? Puts, NÃO É VÍRUS?! Não é possível.

Era. Mesmo.

Agora, realmente: que raio disso é aquilo? Votações para o BBB? ‘Tô imaginando a LAN ráusi lotada de gente entrando em um site bizarro que eu nunca tinha visto e votando para algum parênti entrar no BBB. Caramba, que deprê, a visão.

Mas pasmem, eu votei. A prima é gente boa, ela ia ficar puta comigo. Não me chutem de um penhasco – ainda.

 

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(P.S.: Sim, fui cara de pau de botar uma tag BBB no post. Visitas, subam!)

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Como emputecer a globo – lição um

Posted by Andrei Luswarghi em 18 agosto, 2007

Tem várias coisas que emputecem a Globo. Encabeçando a lista vem o Pânico. Depois disso, os quadros do Pânico. Em terceiro, a audiência do Pânico. Em quarto, as zoeiras do Pânico que vão contra a Globo.

Perceptível que o Pânico aprendeu como lidar com os todos-poderosos: tirando sarro deles. O problema é que eles criam manias TÃO boas que eles emputecem MUITO a Globo.

Aos desinformados, os tios chefes líderes da Igreja Renascer foram julgados hoje, nos EUA, por entrar com dinheiro ilegal no país. Lógico, dezenas de milhões de bilhões de trilhões de fiéis (leia: otários que pagaram o dinheiro que eles levaram) foram lá, fazer corrente de oração, levar energias boas… aquela baboseira Renascentista.

Os caras foram condenados (top -top). Lógico, além das dezenas de bilhões de trilhões de zilhões de fiéis, a Globo ‘tava lá, filmando, vendo no que dava… Pois bem. Foram condenados, os tios, e a Globo foi lá filmar… Ou, pelo menos, tentar. “Ué, tio, o que houve?” Simples. Os fiéis fizeram… a dança do siri.

Juro, isso é MUITO hilário. Dezenas de milhões de bilhões de trilhões de zilhões de fiéis impedindo os repórteres de filmar e, ainda por cima, fazendo a dança pela qual o Pânico PAGA, caso alguém fizer na frente de uma câmera da Globo – o que, claro, gera MUITO inconveniente (leia diversão). Pelo menos uma coisa ficou provada: se fiéis da renascer são otários, a Globo é mais. Perdeu, Globo. Perdeu.

 

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